29 julho 2017

Resenha: Série Glow


Glow é uma série para se chamar de girl power e dar graças a Deus! Aquelas de assistir só pra distração, sem pressão nenhuma para terminar logo ou algo assim. É leve e engraçada e o melhor: é uma série feita por mulheres que falam da independência feminina.

O Glow



Na década de 1980 a luta livre - e ensaiada - fez muito sucesso na televisão, porém, as lutas sempre eram protagonizadas por homens. Eis que o idealizador do programa Sam Sylvia propõe uma "entrevista de emprego" para exclusivamente mulheres e explica sobre a luta livre, um grupo das meninas, entre elas a nossa protagonista Ruth, que estão desesperadas por trabalho, aceitam a proposta um pouco maluca de lutar para um programa de tv.


Personagens Principais



Ruth, a protagonista, é uma atriz desconhecida que nunca recebeu um papel importante ou foi reconhecida pelo talento, mas isso não a faz desistir de seu sonho de aparecer na televisão.
Debbie já teve uma carreira consolidada, fez um dos personagens principais numa novela para tv, mas quando ficou doente desistiu da carreira para ter uma vida tranquila casando com seu atual marido que a traiu com sua melhor amiga Ruth.
Sam Sylvia é um fracassado autor de filmes tendo como hobby escrever roteiros exagerados e sombrios, ele fez um acordo com um produtor de programas para fazer um de seus filmes e em troca fazer o Glow para a televisão.

Girl Power na Netflix



O poder das mulheres começa na criação da série: a maioria da direção/produção da série é constituída por mulheres, e a história espelha como o poder das mulheres sempre foi presente independente da época. Vemos isso nos personagens, cada mulher está lutando por sua própria sobrevivência e independência, elas não dependem de ninguém - muito menos homens - e estão sempre prontas para a luta, se esforçando para fazer o melhor para um programa que a maioria das pessoas nem sequer levam a sério, ainda mais feito por mulheres, que são estereotipadas como fracas, dependentes e incapazes.

Cultura da década de 80



Nossa! Eu sempre disse que se eu pudesse, dava uma de Marty Mcfly e nascia nos anos oitenta! Escutar a trilha sonora do spotify e ver as roupas das meninas - eu já estava buscando na internet os maiôs cavados que elas usam - me deixam maravilhada e cheia de amor, por que uma coisa que define essa época é muita criatividade e amor.
Porém, a coisa que fere e fere muito é como uma série que mostra a vida de mulheres do ano de 1984 é tão atual! É lógico que hoje em dia temos mais voz e representação - isso não quer dizer que agora tá tudo bem e é só sentar no sofá, ok? - mas vemos que muita coisa que aconteciam naquela época em relação às mulheres acontecem até hoje, como a traição por parte do marido de Debbie sendo desculpada como "ela não transava mais comigo ou até a decisão dela de desistir dos seus sonhos, por ser muito mais fácil ser uma dona de casa dependente do marido do que uma profissional.

O que achei



Glow é uma série ótima! Como disse, é descontraída, assisti sem pressão ou ansiedade por que forçaram algum suspense, eu gosto muito de assistir coisas leves assim em intervalo de séries mais pesadas. Recomendo muito, é engraçada - quase, é como se fosse algo de dar risadinhas falhas durante o episódio mas quando eles decidem fazer cenas divertidas te deixam gargalhando - e muito bem adaptada entre os anos antigos e a força das mulheres, não as fazendo dependentes de outros homens ou algo assim.

4 comentários:

  1. Olá
    Vi essa série rapidinho entre uma temporada e outra de Orphan Black, que é uma série mais séria e um tanto quanto pesada se assistir muito direto. Achei super divertida e adorei ver um pouco de protagonismo feminino, pra variar.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Ooi!
      Comecei a ver Orphan Black e entendi claramente a parte pesada da série e sempre é bom dar uma quebrada no clima tenso.
      O protagonismo feminino é sempre ótimo ❤️

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  2. Já vou colocar essa série na minha lista, pois me interessei bastante rs principalmente por mostrar o poder da mulher ❤️

    xx
    Dividindo Universo

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    1. Coloca mesmo, é incrível a série abordar a força feminina!
      Beijos <3

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